No episódio anterior (leia) falei apenas da questão médica. Nesse vou falar sobre a questão emocional ao receber uma notícia como essa.
O primeiro pensamento que veio a minha mente ao receber o diagnóstico que provavelmente estou com câncer foi: ‘Entrei para as estatísticas dessa doença?’
Confesso que minha principal preocupação foi procurar ter muito equilíbrio emocional para ir lidando com o que vem pela frente. As vezes a gente até tenta, mas... se desequilibra...
É preciso ter muita calma para não transferir suas angústias para os familiares e pessoas mais próximas.
No primeiro momento fica a dúvida: minha vida vai mudar e não haverá volta?
Como aceitar, se ajustar e adaptar-se a ser alguém com câncer? Afinal, você continua sendo a mesma pessoa, mas, agora tem um diagnóstico definitivo que necessita de uma atenção.
Alguém pode estar perguntando: ‘Você ficou com medo de morrer’? A resposta é ‘não’.
Minha maior preocupação é a nova rotina, com novos exames, novas consultas... Terei que juntar muita paciência para as esperas nas recepções das clínicas médicas.
Atualmente, minha agenda é composta em sua maioria por ‘marcar consulta...’, ‘marcar exame...’, ‘pedir autorização...’, ‘consulta na ...’, ‘tomografia na...’, ‘ressonância na...’, ‘cintilografia na...’
Já estou a com mais de oito dias que não frequento a academia. Ao invés de exercitar meus músculos, estou exercitando meu ‘juízo’.
Hoje à tarde vou colocar o corpo na horizontal para realizar dois procedimentos: uma tomografia e uma ressonância. Para isso tenho que fazer um jejum de no mínimo 4 horas. Nem água posso tomar.
A vida continua... Vou tentando levar pelo lado positivo: ‘Eu estou podendo fazer tudo isso... e quem não pode, que fica entrega a própria sorte!’
No momento enxergo o meu copo ‘meio cheio’.
Vamos em frente.
- junho 02, 2026
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